quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Carência


Guardo nas entranhas as lavas frias da paixão e frustações tamanhas que até me dói o coração
Do amor já perdi a medida,o cheiro, o tato e o gosto,agora vivo a minha vida,carregando este desgosto
que a razão me faz perder,quando a saudade aperta para que eu possa sofrer e me sentir ilha deserta
Queria conhecer alguém para consumir o prazer que o corpo puro retém e com amor lhe oferecer
As noites agora passo,perdida no mundo virtual,onde sublimo o fracasso e a carência sentimental,
mas nada vale o toque e a magia de um beijo que alma trás a reboque quando renasce o desejo
Encerro no meu coração os amores por quem vivi e conheci a doce ilusão até ao dia que os perdi
Agora abandonada e só, Ao fado peço clemência,e que o destino tenha dó me saciando esta carência
que dá de beber à dor, porque não quero morrer sem resgatar este amor que me faz sentir Mulher.

Lud MacMartinson

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