
A louca nua que passeava entre as nuvens
Clara a lua a brilhar na bruma
A brisa calma entre os véus da alma
E ele, de observá-la
Imaginava
A escrever seus poemas de amor.
Pôs a dor da louca,
Sonolenta em descanso
O vento em seus cabelos escondia o choro
Os dentes brancos,
O amarelado do sorriso morto
E o poeta fascinado rabiscava a cura.
Venham mágoas, pesares, torpores!
Sumam desses ares!
Ronquem como bêbados,
Durmam com os anjos.
Clara a lua a brilhar na bruma
A brisa calma entre os véus da alma
E ele, de observá-la
Imaginava
A escrever seus poemas de amor.
Pôs a dor da louca,
Sonolenta em descanso
O vento em seus cabelos escondia o choro
Os dentes brancos,
O amarelado do sorriso morto
E o poeta fascinado rabiscava a cura.
Venham mágoas, pesares, torpores!
Sumam desses ares!
Ronquem como bêbados,
Durmam com os anjos.
(A.D.)

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