quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A Trastenda


O lugar da memória armazenada o espaço de orde caótica ti colocas eu revolvo vou e volvo entro e saio nom acho o que procurava.sonegada no fundo do estante aguardas meu ataque,rejeitas a minha oferenda.acurralada, entregada nom há fugida,nom queres marchar.esperas um novo embate.duvido, sinto o teu alento fecho os olhos e cheiro o bálsamo do teu desejo.miro de esguelho o teu decoteataco!caem as latas de chícharos contra a minha cabeça e entregas-te sem condições .a tua humidade em mim na trastenda da memória volves do além pra me dar vida pra espremer meu zume entre a farinha e os pacotes do café.aromas e feromonas.o fecho da porta cede acordo do meu sonho e ti ficas dentro no armazem dos recordos só pra mim.
(A.D.)

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