
Nada há o que escondermuito menos lamentar.Degusto teu sangue neste cálice de poesia;Saboreio nossas impressões e desconcertos,saboreio teus lábios quase em efígie e me transporto ao teu leito insano de delírio e desejo;Não sabes o que espera!Terás açoite no ventre e nas costas,Teus cabelos serão meus guias e beberei tua saliva ao recanto do desejo,Tudo por conta de uma palavra maldita;É isto que espero que me concedasSaber que os passos não tem volta, fechada a porta do quartoentrando em teu coração...Se continuares de olhos fechados como sei que estás agora,não apenas permanecereicobrarei de teu delírio virgema passagem que nos reduziu à istoinsanidade desejada permitida pensada.
(A.D.)

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